Um começo

about my art process

Sobre o começo
A investigação que dedico atenção está conectada a busca por espaços e encontros inusitados. Está conectada aos lugares onde esses acontecimentos geram perecimento a partir da reflexão sobre utilidade, assim como a técnica e também sobre os sistemas que estamos inseridos socialmente. Essa prática artística tende a reflexões e, sobretudo, propõe configurar esses espaços em territórios, para que hajam outras percepções desse contexto, do mesmo modo que altera a relação com outros corpos na busca pela emergência de sistemas sociais que sejam menos desiguais e mais colaborativos. Porém, seu início, em si, foi refletindo as utilidades das interfaces gráficas digitais como reflexos das normas utilitárias da vida cotidiana fora dos espaços digitais.
Ou seja, é a prática de um pensar que está intimamente ligada as suas regionalidades, porém pautada pelas fronteiras da utilidade. Com isso, construo um comportamento que possa agir como elemento inicial para a discussão. Aqui, a prática tornou-se meio, e os objetos reflexo desse desejo pelo pensar alternativas. Costumo dizer que: "prefiro dedicar atenção no que não sei, pois só no desconhecido é que sou capaz de encontrar com outras ideias a respeito dos nossos perecimentos no espaço”. Esse exercício começa com a tentativa de eliminar a função das interfaces gráficas dos dispositivos digitais levando o pensamento construtivo para outros processos como: pintura, esculturas em cerâmica, vidro e madeira. E também instalações que se potencializam adicionando outras práticas, como a busca por reinserir materiais descartados e a participação colaborativa de outros indivíduos no processo de desenvolvimento de um trabalho. Assim, a busca por pertencimento extrapola o encontro com a obra e ganha a camada de produção de planos e de espaços entre nós.

De certa forma, o trabalho que tem sua base no processo de ateliê também tem espaço para ações públicas, onde a construção do saber assume o papel de obra e desdobrasse com muita potência na produção de modelos alternativos para as questões que nos paralisam e nos cercam diariamente. O que começa na prática do artista, rapidamente ganha potência nas produções coletivas de conhecimento. Esse novo saber proporciona pertencimento, que em sua vez gera cuidados com o outro, substituindo assim os sistemas competitivos impostos pelos padrões que estamos inseridos.

De todo modo, vejo nesta investigação, práticas que podem ser chaves para abrirem diversas outras propostas de desenvolvimento e participação dos encontros inusitados e não úteis de indivíduos no espaço.

Minibio e Currículo
Como artista em processo de investigação tanto acadêmico, quanto prático, as questões sobre perecimentos e o papel do artista na sociedade estão em pauta. O que faz configurar nessa prática um maior aprofundamento nas questões utilitárias que regem o comportamento social. Assim, desenvolvo como trajetória um caminho sinuoso entre o design e a arte, convergindo na construção e reconfiguração de espaços e ações para que outras percepções sobre o perecimento possam emergir.

A prática aqui não lida estritamente com a natureza dos processos e, tão pouco, com os materiais utilizados. Esses são como pistas deixadas como herança na busca de outras vias para o pensamento e pertencimento nesses espaços. A investigação aqui é por outros modelos de governanças e o papel social da arte em contexto co-participativo e co-criativo, capaz de elaborar espaços e contextos que façam da diferença ponto de partida para outros e novos potentes encontros.

Com esse recorte, participo de grupos de estudos como “Estudos das Artes em Contextos Sociais" orientado pelo Guilherme Vergara (Dir. Museu de Arte Contemporânea de Niterói - MAC) e das Oficinas de História e Crítica que fazem parte do projeto Plataforma de Emergências do Centro Municipal de Arte Hélio Oiticica. E sou artista convidado no programa de residência da SSW (Scottish Sculpture Workshop 2016).
Em contra ponto ao campo teórico, há a prática artística no ateliê e a orientação de grupos de estudos sobre processo criativo. Assim, a construção de saberes coletivos compõem o meu campo de atuação e de interesse como artista.

Exibições e trabalhos
Mostra coletiva “Acervo e convidados” da Galeria Celeiro RJ - 2016;
Trabalho coletivo com a SSW, Mesa Baldia, participou da mostra Águas Escondidas no MAC Niterói - 2016;
zineDisfunção na BPN - 2015 (encontros sobre processo criativo na BPN - Biblioteca Parque de Niterói);

Formação
Artista residente na SSW (Scottish Sculpture Workshop), no programa SSW Residency Programme em 2016;
Centro Municipal de Arte Hélio Oiticica, Oficina de História e Crítica. Título: Crítica e Escritaque faz parte do projeto Plataforma de Emergências do HO em 2016;
Professor na Disciplina Livros Digitais no IED RJ (Instituto Europeu de Design) em 2016;
Sócio e Diretor da editora digital Estúdio Sopa desde 2013
Bacharelado em Design (programação visual) UNESA em 2010
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